Usar humor em e-mails – uma boa ou má ideia?

A maioria das pessoas gosta de pensar que as suas decisões são tomadas analisando-se todas as possibilidades e levando todos os factos em consideração, de forma racional. Mas a verdade é que as nossas emoções têm uma grande influência e, na maioria dos casos, são determinantes para as nossas decisões.

E este é só um dos motivos que fazem do humor uma estratégia de marketing altamente efetiva.

De facto, 50% dos consumidores americanos e europeus consideram o humor a sua temática preferida em mensagens de e-mail marketing. Rir, além de ser bom para a saúde, também torna o seu sentimento em relação ao remetente da mensagem mais positivo. E pode dar aos consumidores mais um bom motivo para resolver abrir seus e-mails.

Portanto: usar o humor nos e-mails de vendas é uma boa ou uma má ideia? À partida, é ótima ideia. Mas depende.

O humor é uma ferramenta. Isso passa por educar as pessoas a usá-la de maneira efetiva. Como qualquer recurso, pode usá-lo para resolver um problema ou estragar alguma coisa.

5 dicas para profissionais de marketing usarem o humor de forma positiva

1. Seja claro sobre por que é que deseja usar o humor. É preciso uma intenção. O humor pelo humor é bom, mas é melhor se houver um propósito que justifique o seu uso.

2. Use o mapa do humor: meio, público e propósito. O meio, neste caso, é o e-mail, e isso afeta o tipo de mensagem. O sarcasmo, por exemplo, é difícil de transmitir em texto. Já o público é importante em todas as formas de comunicação. Com o humor, a finalidade é entregar o que o público precisa, mas de uma maneira inesperada. O seu relacionamento (ou da sua marca) com o público também afetará a forma como o humor é recebido. Ter um negócio voltado para o público feminino ou para o masculino também vai fazer com que o tipo de humor que funciona seja diferente, há diversos estudos sobre isso. Finalmente, o elemento mais importante é o propósito. Por que é que quer fazer uso do humor? Deseja usá-lo para aumentar a consciência ou a atenção? Se quiser aplicá-lo para gerar afinidade, use-o de maneira diferente.

3. Em geral, usar o humor no marketing é, antes de tudo, uma forma positiva de comunicar, mas também pode e deve ser inclusiva. Não é necessariamente sobre provocar gargalhadas. Este é um bom ponto de partida. Pode haver um lado alegre no humor que seja inclusivo.

4. Consistência. Quando pode usar o humor de maneira consistente em todas as peças de marketing, ele torna-se mais parte da voz da marca do que quando aplicado apenas num detalhe. Isso é importante: se quer que o humor faça parte da marca, ele deve ser usado de forma consistente em tudo, não “cair de paraquedas” nos e-mails.

5. Tudo isto leva tempo. Se o humor fizer parte da marca, levará tempo para ser estabelecido. Seja paciente com os erros que possa cometer e com os riscos que possa correr. Mas aprenda e coloque proteções para preservar a marca.

5 passos para fazer e-mail marketing com humor

A capacidade de se apropriar de sentimentos em diferentes situações é o que nos torna humanos, é o que nos liga, é o que os clientes procuram na era digital. Por isso, o humor é uma maneira de humanizar a marca. Com isso em mente, confira algumas dicas.

 

Atenção ao “tom”

Ao contar uma piada ou relatar uma situação engraçada, é preciso ter consciência de que várias coisas compõem a situação. O que é dito, como é dito, a quem é dito.
A sua empresa é responsável pela mensagem que passa, e também pelo que os clientes entendem e também pelo impacto da mensagem.
Num texto, “só” temos a capacidade de colocar palavras. Não temos acesso à entoação, muito menos a manifestações corporais. Portanto, a capacidade de transmitir clareza é crucial.
O sarcasmo e a ironia, as maiores fontes de humor na “vida real”, não fazem sentido numa mensagem sem entoação ou linguagem corporal. Portanto, podem até ser ofensivas para uma parte do público.
Piadas autodepreciativas, que em certa medida rendem gargalhadas, quando usadas em excesso geram desconfiança sobre a marca e podem dar uma sensação de baixa autoestima de quem escreve.
Se o vendedor não acredita no próprio produto, por que é que o cliente vai acreditar?

 

Utilize diferentes formatos

Se no digital perdemos alguns elementos importantes do discurso, ganhamos outras ferramentas criadas pela internet, como os vídeos e os populares gifs.
Esses elementos são cruciais para tirar proveito de situações do momento. Estar em cima da atualidade demonstra uma marca atenta às mudanças e que está em busca de inovação.
Na verdade, de acordo com uma pesquisa compilada pelo Hubspot, 90% das informações processadas pelo cérebro são visuais. E o cérebro possui a capacidade de interpretar uma imagem 60 mil vezes mais rápido do que um texto.
O design é importante para chamar a atenção do cliente e construir credibilidade. O humor é apenas mais uma ferramenta para construir relação e deve ser usado em conjunto com outras estratégias de construção de marca e branding.

 

Fuja de assuntos polémicos

Por falar em atualidade, as marcas podem falar em assuntos polémicos quando possuem um público muito consolidado, sobre o qual possuem informações relevantes. Humor de cunho político e social são altamente prejudiciais na maioria dos casos, e podem levar a uma perda significativa de potenciais clientes.
Isso não significa que não se possa ou não se deva posicionar sobre temas sensíveis. No entanto, se optar por falar desses temas, tente ser o mais suave possível – o humor ajuda muito nisto!
Tanto pode gerar alto engajamento, como alta rejeição. Assuma o risco só quando ele estiver calculado e puder ser tomado.

 

Não procure gargalhadas

Sabe quando alguém manda uma mensagem muito engraçada e lhe responde com emojis de sorriso, quando na verdade está sério atrás do ecrã?
O humor no marketing funciona da mesma forma. Não é sobre provocar gargalhadas, mas gerar algum tipo de sentimento positivo no interlocutor, uma ligação.
Essa ligação também é uma forma de humor. Quando recebemos um conteúdo e esboçamos um sorriso, estamos a experimentar essa estratégia de maneira subtil.

 

Coloque o seu produto no contexto

Quando pensamos no produto que estamos a vender, costumamos colocar uma camada de seriedade muito grande. Pensamos nele como solucionador de problemas, vemos o número de vendas e quantas pessoas podem ser ajudadas.
É claro que todos esses fatores são essenciais para convencer o público de que a marca e o produto são importantes. No entanto, as pessoas precisam, primeiro, de conhecer e despertar o interesse, para então comprarem.
Ninguém compra algo que nem sabe que existe. O humor é uma maneira de quebrar barreiras e mostrar que o seu produto não só resolve problemas reais, mas também gera conforto e leveza para a vida.

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