O que é o Growth Hacking?

Growth Hacking

Muito provavelmente, já ouviu falar em Growth Hacking, mas nunca percebeu o seu verdadeiro significado, nem o papel que pode ter nas empresas.

É normal, porque este é um conceito ainda recente, que tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos nos últimos tempos e é cada vez mais procurado pelas empresas, principalmente as startups.

 

Growth Hacking

Mais do que um método ou uma estratégia, o Growth Hacking é uma mentalidade voltada para o crescimento acelerado das empresas.

De certa maneira, é uma forma de trabalhar o crescimento de um negócio, com base na construção empírica de melhores práticas, a partir de hipóteses e experiências, sempre com foco no máximo e acelerado crescimento.  

 

Como se aplica o Growth Hacking

Cada uma das seguintes etapas do Growth Hacking é essencial, para garantir que se geram os resultados pretendidos e que é feita uma aprendizagem adequada, sendo que as etapas não deverão ser abandonadas a meio, mesmo que os resultados não sejam os esperados.

 

1. Definição do problema e dos objetivos

Embora possa parecer óbvio, a verdade é que este é um passo muito importante e com grande influência nos restantes. No entanto, é muitas vezes desvalorizado pelas empresas, resultando numa má definição de prioridades e desvio do foco da verdadeira necessidade.

Para a definição dessa prioridade, poderá centrar-se nos resultados do seu funil de vendas e perceber qual das etapas estará a precisar de uma melhoria.

 2. Geração de ideias

Após a definição do foco e da métrica de negócio a impactar, é importante a realização de um brainstorming, para levantar ideias de possíveis melhorias a implementar, sendo que todas elas deverão estar relacionadas com o problema central a resolver.

Aqui, deverão colaborar pessoas das mais diversas áreas da empresa, para que sejam apresentados contextos diferentes e se consigam diferentes ângulos relativos à mesma questão.

3. Validação e priorização de ideias

Tendo todas as ideias definidas, será importante validar e avaliar as melhores, para testar. Uma boa forma de estabelecer critérios para a escolha das melhores ideias poderá ser a realização de uma avaliação, de acordo com alguns parâmetros:

– Avaliar o impacto: quão inovadora e impactante é a ideia?

– Medir a importância: quão importante para a empresa será este possível teste? Quão relacionado está com o objetivo definido? Tem um impacto direto?

– Medir a convicção: qual é o grau de certeza de que será uma boa ideia?

– Medir a facilidade: a ideia é exequível?

Para cada ideia, deverá ser atribuída uma pontuação em cada critério e, assim, avaliar quais as melhores, para que possam ser testadas, de acordo com as pontuações.

Para uma avaliação mais profunda poderá, ainda, para cada uma das ideias, responder aos seguintes elementos: 

– Hipótese de resultado conseguido; 

– Métricas a utilizar; 

– Número de pessoas envolvidas; 

– Ferramentas necessárias e lista de atividades. 

Desta forma, terá uma avaliação ainda mais completa de cada ideia, o que ajudará na decisão das melhores hipóteses para teste.

4. Teste

Nesta fase é, basicamente, pôr em prática aquilo que foi definido no passo anterior e testar as ideias que mostraram ser viáveis.

Para cada projeto/teste, deverá haver alguém responsável por liderar todo o processo e garantir que todas as etapas são devidamente cumpridas, com a qualidade e a dedicação necessárias.

5. Análise de resultados

Este é o momento em que se apura se o teste realizado confirma ou não a hipótese pensada anteriormente, sendo que não deverão, de forma alguma, ser manipulados os dados.

Caso a hipótese se tenha confirmado, deverá ser pensada a melhor forma de sistematizar e escalar a experiência.

Caso não se confirme, deverá haver uma reflexão sobre as principais aprendizagens retiradas e que ideias podem ser utilizadas para futuros testes. Para tal, é crucial que estes dados sejam devidamente documentados, para garantir que não são cometidos novamente os mesmos erros e, ainda, extrair o máximo de insights para próximas experiências.

6. Implementação

Nesta última etapa, apenas terá de:

– Caso as hipóteses sejam confirmadas: entender como escalar os resultados e estabelecer o processo e ações para os alcançar, para finalmente pôr em prática. 

– Caso as hipóteses não sejam confirmadas: começar um novo ciclo de testes, com recurso às aprendizagens e experiências retiradas da primeira versão, para a otimização dos mesmos e consequente reformulação da hipótese.

 

A teoria pode parecer complexa, mas o Growth Hacking acaba por ser um ótimo meio para trabalhar o crescimento de um negócio, com base em práticas melhores, conseguidas através das hipóteses e dos testes das mesmas!

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